OBRAS

OBRAS - TEMA 1

As boas obras, praticadas independentemente de Cristo, são más obras.

Abaixo está uma lista de atos. Veja quais são os bons, e quais são maus, em sua opinião.
1. Alimentar alguém que esteja faminto.
2. Dar uma flor a alguém.
3. Ir à igreja.
4. Oferecer uma carona para um viajante perdido.
5. Sorrir.
6. Visitar um doente.
7. Dizer "obrigado", "por favor" e "desculpe-me".
8. Levar um pão que acabou de ser assado para um vizinho.
9. Fazer uma doação em dinheiro à igreja.
10. Compartilhar sua fé.
Permita, agora que lhe pergunte: Já se encontrou em um aeroporto com algum jovem que sorriu para você e lhe ofereceu uma flor? Em seguida, queria que lhe desse dinheiro e, se o seu pedido tivesse sido satisfeito, em que bolso teria ido parar esse dinheiro? Dos líderes da seita a que ele pertencia! Dessa forma, sorrir e oferecer flores à pessoas significa uma ação boa ou má?
Considere este parágrafo do livro O Grande Conflito, pág. 509:
"O tentador freqüentemente opera com muito êxito por meio daqueles de quem menos se suspeita estarem sob o seu domínio. ... Prevalece entre muitos a opinião de que tudo que se mostra como cortesia ou polidez, deve, em certo sentido, pertencer a Cristo. Nunca houve erro maior. Estas qualidades deveriam aformosear o caráter de todo crente, pois exerceriam influência poderosa em favor da verdadeira religião; mas devem ser consagradas a Deus, ou serão também um poder para o mal. Muito homem de intelecto culto e maneiras agradáveis, que se não rebaixaria ao que comumente é considerado um ato imoral, não passa de instrumento polido nas mãos de Satanás."
Assim, as boas maneiras não são prova em si.
Jesus disse, em S. Mateus 7:22 e 23: "Muitos, naquele dia, hão de dizer-Me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniqüidade."
Assim, obras maravilhosas realizadas sem um relacionamento com Cristo, sem o conhecer a Cristo, são chamadas de quê? Iniqüidade.
É possível a um ateu cozer uma boa quantidade de pão e partilhá-lo com um vizinho. Pessoas mundanas, que não dispõem de tempo para Deus, podem preocupar-se com a fome no mundo e trabalhar para aliviá-la. É possível que pagãos e infiéis visitem os doentes. Pode-se doar à igreja, dinheiro que Deus não aceitará. Alguns que freqüentam a igreja são agentes de Satanás, não filhos do Senhor. Os fariseus compartilhavam sua fé e traziam conversos que eram duas vezes tão ímpios quanto eles. Mesmo um criminoso empedernido pode oferecer carona a um viajante perdido, e aproveitar a oportunidade para tirar vantagem do desamparado indivíduo.
As boas obras, feitas sem Cristo, são obras más. A fim de que as obras sejam boas obras, precisam ser feitas para a honra e glória de Deus. "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus", declarou o Salvador. S. Mateus 5:16. Essas "boas obras'' começarão a aparecer quando o arrependimento e a conversão tiverem lugar. Só então podem as palavras e obras glorificar "a vosso Pai que está nos Céus".
Romanos 14:23 declara: "Tudo o que não provém da fé é pecado." Quando Deus julga, olha para o coração, os motivos, a agenda oculta da mente. Se estamos vivendo separados de Cristo, não temos escolha a não ser agir na base do egoísmo, e, portanto, nossas boas obras não são boas absolutamente.
É verdade que se uma pessoa está morrendo de inanição e alguém lhe dá um pedaço de pão, ela será alimentada, a despeito dos motivos de quem a está socorrendo. Mas, no que tange ao indivíduo que está dando, qualquer boa obra que realize à parte de Cristo, será uma obra má. Cristo habitando no coração pela fé, e assim querendo e efetuando em nós, é a única fonte de boas obras.

OBRAS - TEMA 2
O propósito das boas obras não é salvar-nos, mas glorificar a Deus.

Durante qualquer discussão sobre salvação pela fé em Jesus Cristo somente, e o fato de que nossas obras de modo algum são base para nossa salvação, alguém quase sempre pergunta: "Se as boas obras não desempenham qualquer parte em nos salvar, de que valem então?"
S. Mateus 5:16 é muito claro: "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus." Apenas porque as boas obras não nos salvam não quer dizer que sejam sem importância. O propósito das boas obras é glorificar a Deus.
Bem, então qual é o propósito de dar glória a Deus? Está Ele interessado em glória por ser egoísta e ter uma visão centralizada em Si? Será que nos pede que sejamos altruístas, quando Ele próprio não o é? Sabemos, imediatamente, a resposta disso pelo que Jesus fez na cruz. Quando Jesus bradou: "Está consumado", respondia para sempre as acusações de Satanás de que Deus era egoísta e nada sabia sobre o sacrifício próprio. A cruz provava que Deus estava disposto a ir até os limites do dar.
Assim, qual é o propósito de glorificar a Deus? Uma razão importante é que Ele merece! Ele é digno de nosso louvor. Toda a glória, e honra, e louvor que a humanidade possa oferecer-Lhe, jamais poderia ser em demasia. Davi disse: "Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo." Salmo 68:19.
Já observou o peso de seus fardos ultimamente? Às vezes é mais fácil focalizar a atenção no peso do pecado, ou da culpa ou, no peso do fardo que estamos carregando. Deus nunca pretendeu que levássemos tais fardos. Ele prometeu removê-los de nossos ombros e dar-nos descanso. Mas a carga que tem para nós, é a dos benefícios! Há muitos! Quem poderia sequer contá-los?
Uma segunda razão importante para se glorificar a Deus é o testemunho cristão. Ao observarem Jesus refletido em nossa vida, e mediante nós aprenderem o amor e a misericórdia de Deus, outros são motivados a ir a Ele por si mesmos. As boas obras demonstradas na vida do crente são um poderoso argumento em favor do cristianismo, não?
Uma terceira razão importante para glorificarmos a Deus é que se nossas boas obras não O glorificam, a quem glorificarão? Sabe a resposta? Há somente uma alternativa, não é mesmo? Se Deus não recebe a glória, nós a tomamos em nosso favor. E a obra da justificação é lançar a glória da humanidade no pó. Não podemos glorificar a Deus e a nós próprios ao mesmo tempo. Ou Ele é glorificado, ou tomamos a honra, a glória e o crédito para nós próprios.
Isso nos leva à seguinte questão: Seria possível alguém ser salvo sem ter interesse em glorificar a Deus? Glorificar a Deus pode ser uma poderosa motivação para as boas obras. E será, se O servirmos porque Ele nos ama.
Achamos que isso é verdadeiro em nossos relacionamentos humanos. O honrar o nome de família pode ser uma motivação legítima, não é? Estamos dispostos a sacrificar muitas coisas a fim de honrar aqueles que amamos e não desapontá-los. Quando conhecermos a Deus como é nosso privilégio fazê-lo, e quando amarmos a Deus como é nosso privilégio amá-Lo, acharemos o maior deleite em honrá-Lo e glorificá-Lo. Obedecer e servir a Ele por causa dEle pode ser a maior de todas as motivações.
"Tudo é secundário à glória de Deus. Nosso Pai celestial deve ser sempre entesourado como o primeiro, a alegria e prosperidade, a luz e suficiência de nossa vida, e nossa porção para sempre." – Songs and Daughters of God, pág. 56.

OBRAS - TEMA 3
Quando a questão é genuína fé e obras, você não pode ter uma sem a outra.

Uma velha canção diz: ''Amor e casamento, amor e casamento, vão juntos como um cavalo e a carruagem – você não pode ter uma sem a outra.'' (É uma canção bastante antiga, como pode perceber, por outras razões além da parte a respeito do cavalo e da carruagem!) As pessoas hoje em dia têm enfrentado muitos problemas, tentando provar que amor e casamento não vão necessariamente juntos. E tudo quanto puderam provar, no processo, é que o plano de Deus para o matrimônio e a família afinal é o melhor.
Mas fé e obras sempre estão juntas. Talvez possa encontrar uma ilustração que ninguém poderia questionar. Que tal a luz do sol e a sombra? Estão sempre juntas, não é mesmo? Você não pode ter uma sem a outra! Neste mundo, sempre que houver luz, há também sombras – é uma lei inflexível.
Caminho a Cristo, pág. 83, fala de "gozo não obscurecido da vida por vir". Sobre a Terra, mesmo nosso gozo é obscurecido! Talvez seja este "gozo não obscurecido'' que torna possível chorar lágrimas de alegria. Pois qualquer alegria que temos, sempre vem com uma sombra. Regozijamo-nos quando alguém aceita a Cristo, ao mesmo tempo que sentimos tristeza por aqueles que O estão rejeitando. Achamos prazer nas belezas naturais, mas a sombra da morte e decadência está sempre presente, não importa a direção para a qual nos volvamos. As boas e as más noticias vêm juntas. Às vezes podemos experimentar – como um raro dom – um dia "perfeito"; mas há sempre a sombra do dia anterior e do dia seguinte. Nossos relacionamentos humanos são obscurecidos; a aceitação amorável por um lado é combinada com incompreensão, por outro. Nosso coração pode arder dentro de nós, quando o próprio Deus Se aproxima para comungar conosco; contudo, permanece sempre a sombra, mesmo aí, das vezes em que Ele parecia velar Sua face e não podíamos sentir Sua presença.
Assim, esteja você falando sobre o mundo físico ou o espiritual, o brilho do Sol e a sombra sempre andam juntos.
O mesmo se dá com fé e obras. Se as obras são genuínas, a fonte delas é a fé em Cristo. Se a fé é genuína, as obras inevitavelmente virão como resultado. Quando você toma a decisão de permanecer em Cristo, já fez sua escolha sobre produzir frutos, pois quem quer que permaneça nEle produz muito fruto. Fé e obras não podem ser separadas.
Mensagens Escolhidas, livro 1, pág. 397, declara que a "fé genuína será manifestada em boas obras; pois as boas obras são o fruto da fé".
Quando falamos sobre fé e obras, alguém geralmente surge com a ilustração dos dois remos. Fé e obras são como dois remos. Se você tenta remar com um remo – qualquer deles – não fará progresso algum. Mas se empregar os dois remos juntos, seu bote irá para a frente, rumo ao Porto Seguro no Céu! E a pessoa que emprega a ilustração, geralmente o foi para provar que devemos empenhar-nos igualmente no que tange à fé e às obras.
Mas a verdade é que não temos que nos empenhar em nenhuma dessas coisas! Fé é um dom, e obediência é um dom. Temos que empenhar-nos é em permanecer dentro do bote – ou permanecer em comunhão com Cristo, mediante oração e estudo de Sua Palavra. Quando vamos a Cristo para ter comunhão e segui-Lo, o primeiro subproduto é fé genuína. E o segundo é genuína justiça.
A ilustração dos remos é, não obstante, válida, se corretamente entendida – que a fé e as obras são como dois remos em termos de importância. Fé e obras são igualmente importantes. Mas o método para obter tanto fé quanto obras é o relacionamento permanente com Jesus Cristo.
Em S. Tiago 2:17, lemos sobre a possibilidade de se ter uma fé morta. Tiago declara: "A fé, se não tiver obras, por si só está morta." Em Hebreus 6:1, notamos que é possível ter obras mortas, também. Fé e obras devem, ambas, estar presentes a fim de que cada uma delas permaneça viva. As genuínas obras se seguirão à genuína fé, e a genuína fé virá como resultado de comunhão com Deus, tão certamente quanto o brilho do Sol é acompanhado pela sombra.